Love, drama erótico do diretor argentino Gaspar Noé (Irreversível, Viagem Alucinante), saiu de cartaz das salas da rede Cinemark no Brasil por conta de suas cenas de sexo explícito em 3D.

A rede Cinépolis manteve a exibição do filme, porém com restrição de horário: suas sessões só estão acontecendo depois das 22h.

Em entrevista ao G1, o responsável pela distribuidora Imovision, Jean-Thomas Bernardini, lamentou o ocorrido. “Tudo o que é um pouco diferente aqui a gente sofre. O sistema de exibidores no Brasil é pra lá de conservador. Se fosse possível classificar como 30 anos, teriam colocado. ‘Ah, mas esse aqui é de arte, esse filme é de gay, esse aqui é de sexo’. Eles sempre têm uma desculpa para só passar as mesmas coisas”, desabafou.


Segundo maior sucesso da carreira de Noé, Love continua em cartaz em 48 salas espalhadas pelo Brasil.

Em entrevistas anteriores, o cineasta confirmou sua intenção de causar e mostrar cenas de sexo explícito da forma mais escancarada possível – no formato tridimensional. O filme causou polêmica no Festival de Cannes deste ano, com suas cenas de sexo oral, exposições de genitálias masculina e feminina e até ejaculação.

Na trama, Murphy (Karl Glusman) está frustrado com a vida que leva ao lado da mulher (Klara Kristin) e do filho. Um dia, ele recebe um telefonema da mãe de sua ex-namorada, Electra (Aomi Muyock), desaparecida há meses. Mesmo sem a encontrar há anos, a ligação desencadeia um forte saudosismo em Murphy, que começa a relembrar fatos marcantes do relacionamento que tiveram.

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