Nos últimos dias, uma nova greve de roteiristas em Holywood parecia cada vez mais inevitável. Contudo, segundo o New York Times, os dois lados da negociação conseguiram um acordo provisório de última hora na madrugada desta terça-feira (2), para evitar a paralisação.

Líderes sindicais saíram dos escritórios da entidade que representa os produtores de TV e cinema afirmando que haviam chegado a um entendimento. Em comunicado postado em seu site, o Writers Guild of America, que representa os roteiristas, declarou que conseguiu “ganhos sem precedentes”.

“Conseguimos tudo o que queríamos? Não. Tudo o que merecemos? Certamente não. Mas porque tivemos o quase unânime apoio de vocês e de seus colegas roteiristas, pudemos atingir um acordo que trará, durante o curso do contrato, US$130 milhões a mais para os membros da Guild do que esperávamos conseguir”, diz o comunicado.


O acordo coletivo provisório se refere a novo contrato de três anos. Caso não tivessem conseguido negociar, os roteiristas teriam entrado em greve nesta terça-feira (2), já que o contrato anterior expirou à meia-noite.

Um dos pontos centrais das negociações envolve as transformações em curso na forma de produção televisiva. Em geral, as emissoras têm solicitado menos episódios por atração, mas cada capítulo tem duração e tempo de realização maiores. Assim, os roteiristas que recebem por episódio estavam trabalhando mais e ganhando menos.

Entre as outras demandas dos sindicatos, constavam pagamentos melhores para programas em streaming e maiores retornos residuais (royalties) para reexibição de obras antigas.

Parte do acordo envolveu o plano de saúde da categoria, que está em déficit. Os estúdios concordaram em resgatar as contas do plano, enquanto os sindicatos se comprometeram a usá-lo de forma mais econômica.