O estúdio Zentropa, fundado e comandado pelo cineasta Lars Von Trier, é o novo alvo de acusações de assédio sexual na indústria do cinema.

Operando primariamente na Dinamarca natal do diretor de Anticristo, Ninfomaníaca e do vindouro The House that Jack Built, o estúdio foi nomeado por nove mulheres como um “ambiente tóxico de trabalho” em reportagem publicada pelo Politiken.

“Eu acho que todo mundo que já trabalhou com a Zentropa foi exposto ou testemunhou certas coisas. Falo tanto de atos de natureza sexual quanto de outras formas de bullying. Isso faz parte da própria cultura do estúdio”, conta Meta Louise Foldager Sørensen, que trabalhou como produtora na Zentropa entre 2006 e 2010.


A jornalista Anna Mette Lundtofte já havia denunciado práticas em um livro no qual conta a experiência de trabalhar no estúdio. “Lá, eu vi mulheres sendo degradas. A máquina de propaganda da Zentropa te faria acreditar que era tudo parte de um ‘ambiente de trabalho alternativo’, mas na verdade o que encontrei foi uma estrutura de poder antiquada e patriarcal”, conta.

O ex-CEO do estúdio, Peter Aalbæk Jensen, é alvo das principais acusações diretas de assédio, incluindo “apalpar os seios” de atrizes que desejavam começar uma carreira na Zentropa. O diretor Von Trier não é citado diretamente como assediador, mas é dito como “cúmplice” do ambiente de trabalho tóxico da companhia que fundou.