A EW abordou vários membros do elenco e da equipe de produção de Pantera Negra para uma resposta aos recentes comentários considerados racistas do presidente Donald Trump, que reportadamente se referiu a países africanos como “buracos de m*rda”.

Visto que Pantera Negra se passa em uma nação africana tecnologicamente desenvolvida muito além dos outros países do mundo, o elenco considera o filme “uma resposta positiva a comentários como o dele”.

Florence Kasumba, que interpreta a chefe de segurança Ayo no filme, diz: “No filme, vemos um país civilizado na África, sem influência do mundo ocidental, decidindo por si mesmo o que ele deve ser. Sempre que vemos a África no cinema, é um filme sobre pessoas que não são educadas e não tem oportunidades”.


John Kani, que reaparece em flashbacks no filme como T’Chaka, o pai do Pantera Negra que foi morto no início de Guerra Civil, concorda: “A África está sobrevivendo há séculos, e está mais forte do que nunca. Não vamos ficar discutindo o que esse homem falou. Não somos buracos de m*rda – somos os maiores reinos do mundo. Meu pai e meu avô eram reis e príncipes. Quando alguém diz algo tão ignorante, não merece meu pensamento”.

Já Daniel Kaluuya, recentemente indicado ao Oscar por Corra!, que também faz parte do elenco de Pantera Negra, completou: “Eu não me preocupo com o que ele diz. Minha família é de Uganda. É de lá que eu venho, ele não pode me machucar”.

Pantera Negra, dirigido por Ryan Coogler, estreia dia 15 de fevereiro de 2018 nos cinemas.

Pantera Negra tem duas cenas pós-créditos