Roteirista e produtor de uma versão em stop motion de Pinóquio para a Netflix, Guillermo del Toro explicou em entrevista ao Collider o porquê de se sentir tão conectado com o personagem.

Quando criança, eu sentia uma afinidade com a figura de Pinóquio, não do jeito feliz ou do bom garoto. Eu estava muito interessado em saber se ele pode ser ele mesmo e ser amado. Ele tem que se transformar em um garoto de verdade para ser amado? Por que ele não pode ser amado exatamente do jeito que é? Por que não podemos ser filhos imperfeitos de pais amorosos? Essas são as coisas com as quais me conecto.

“A beleza de Pinóquio para mim é que ele não é uma criatura perfeita”, prosseguiu. “Ele é um garoto muito difícil. Mas ele é um garoto que aprende a fronteira entre o que ele quer e os outros. Ele é muito parecido com Frankenstein: ele é uma criatura criada por meios artificiais por um pai de quem ele se distancia e que tem que aprender os caminhos do mundo fracassando e sofrendo, sentindo dor e solidão. Então, é muito diferente da maneira como as pessoas geralmente percebem Pinóquio. Eu o vejo e acho que Pinóquio é uma esquisitice, uma criatura estranha e eu o amo por causa disso.”


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Ainda não há nomes para o elenco dessa versão de Pinóquio. O roteiro foi escrito pelo próprio Guillermo Del Toro ao lado de Patrick McHale. O mesmo vale para direção, em que o cineasta fará dupla com Mark Gustafson. A produção de Pinóquio começa nos próximos meses.

Pinóquio chega em 2021 na Netflix.