Com um mercado de streamings cada vez mais concorrido, a Netflix faz o que pode para continuar na liderança. A plataforma investe bilhões de dólares em conteúdo original todos os anos, objetivando dar aos fãs inúmeras opções de filmes e séries.

Uma empresa tão presente na vida das pessoas, no entanto, nunca é imune a polêmicas e controvérsias. Por se tratar de uma parte importante do mundo do entretenimento da atualidade, a Netflix já se envolveu em várias situações problemáticas.

De problemas com a Família Real Britânica a acusações de “glamourizar a pedofilia”, a Netflix enfrentou diversos pepinos em 2020.


Confira abaixo os maiores exemplos!

Cancelamento desrespeitoso

Quando uma série é renovada, a Netflix não pode voltar atrás, certo¿ 2020 provou que essa afirmativa é falsa com o cancelamento de GLOW.

Com algumas das personagens mais cativantes da Netflix, GLOW é uma história humana, sensível e hilária, que traz discussões sobre problemas dos anos 80 que continuam relevantes até hoje.

GLOW foi uma das muitas fatalidades da pandemia na Netflix! Anteriormente renovada para uma última temporada, a produção foi cancelada em outubro e agora deve terminar sem um final definitivo. O cancelamento causou a maior polêmica nas redes sociais, visto como um “descaso” com os fãs e elenco da série.

Filme problemático

Com toda a polêmica envolvendo a trama de 365 DNI, um grupo de assinantes da Netflix tomou uma decisão drástica. Foi criada uma petição que exige a retirada do filme da plataforma, e o documento já foi assinado por mais de 100 mil pessoas.

 “É surpreendente que um filme como esse tenha sido lançado em 2020, depois do movimento Anti-Estupro dos anos 70 e o mais recente #MeToo. É horrível pensar que a Netflix apoia esse tipo de conteúdo. Não há nada de consensual no relacionamento dos protagonistas, e o filme tenta glamourizar comportamentos violentos e predatórios”, afirmou o documento.

A Netflix decidiu não retirar o filme da plataforma, e inclusive garantiu a produção de uma sequência.

Controvérsia na Família Real

A quarta temporada de The Crown encantou ainda mais os fãs ao mostrar a relação da Rainha com a Princesa Diana e a então Primeira-Ministra do Reino Unido, Margaret Thatcher.

Os novos episódios foram considerados pela maioria do público os mais polêmicos da série, já que caracterizam a Família Real como os “vilões” da história da Princesa Diana.

Após reações negativas da elite britânica, o Secretário de Cultura do Reino Unido, Oliver Dowden, sugeriu que a Netflix colocasse no início de cada episódio um lembrete de que a série é uma obra de ficção.

A casamenteira

O reality show Casamento à Indiana estreou na Netflix em julho e acompanhou a rotina de Sima Taparia, uma famosa casamenteira de Mumbai, que usa suas habilidades de análise para encontrar esposas e maridos “adequados” para as famílias mais poderosas do país.

A produção foi extremamente criticada por mostrar sem questionamentos o sistema de castas da Índia, marcado muitas vezes pelo racismo e a intolerância religiosa. Sima também foi criticada por normalizar a discriminação social por meio das castas.

Outra parte problemática da série foi o tratamento da miscigenação. Grande parte dos clientes de Sima preferem parceiros com “a pele mais clara”, característica vista com apreço na sociedade indiana tradicional.

Problemas de energia

Em maio um alto-executivo da União Europeia pediu à Netflix e outros serviços de streaming reduzirem a qualidade de imagem nos países do bloco.

As medidas de contenção tomadas durante a pandemia do coronavírus aumentaram a pressão nas redes de internet e energia, já que a maioria da população começou a trabalhar em casa e passar mais tempo vendo TV.

A Netflix aceitou o pedido e reduziu a qualidade do streaming em 25% por 30 dias, voltando ao panorama normal no mês seguinte

Condenação mundial!

A maior polêmica da Netflix em 2020 foi com certeza o lançamento do filme Gracinhas (Cuties, em inglês). A produção francesa foi acusada de “incentivar a pedofilia” e “sexualizar crianças”, principalmente devido ao primeiro pôster produzido por uma empresa francesa.

Vários membros do Congresso Americano pediram a retirada do filme da plataforma, entrando em contato direto com o CEO da plataforma. Políticos chegaram a chamar o filme explicitamente de “pornografia infantil”.

“O filme aumenta o apetite dos pedófilos e ajuda a disseminar a exploração e tráfico sexual de crianças”, afirmou a senadora Tulsi Gabbard, do Havaí.

No final das contas, a maioria das críticas a Gracinhas veio de pessoas que não haviam visto o filme. A principal mensagem do longa diz que crianças, especialmente meninas, não conseguem mais curtir a infância por serem sexualizadas na cultura da internet.