Andrew Colborn, um ex-sargento da polícia de Manitowoc County, em Wisconsin, e figura central da série Making a Murderer, da Netflix, falou pela primeira vez após ter processado a produção do seriado. O homem recorre sobre a maneira que é retratado na série documental.

O ex-policial conversou com o The Hollywood Reporter e contou como o fenômeno de “um crime verdadeiro” afetou a sua vida.

“Destruiu a minha vida e da minha família. Eu vivo num estado de vigilância próximo a um combate ou em constante serviço parecendo um homem da lei”, declarou Colborn.


O ex-sargento garantiu ao THR que coletou 28 CDs com provas, que mostram ameaças telefônicas de muitos apoiadores de Steven Avery atacando ele ou a sua família.

O processo de Colborn diz que Laura Ricciardi e Moira Demos, as criadoras da série, acusaram injustamente Colborn de enquadrar Steven Avery e Brendan Dassey pelo assassinato de Teresa Halbach.

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A ação também acusa os produtores de Making a Murderer de terem “omitido, distorcido e falsificado fatos materiais e significativos em um esforço para retratar o autor como um policial corrupto que plantou evidências para enquadrar um homem inocente”.

Isto foi feito, continua o processo, “com malícia real e a fim de tornar o documentário mais lucrativo e bem-sucedido, sacrificando e difamando o caráter e a reputação do autor no processo”.

Making a Murderer examina as prisões de Steven Avery e Brendan Dassey pelo assassinato de Teresa Halbach, lançando dúvidas sobre a culpa de Avery.

A série documental acompanha a teoria de que a polícia pode ter guardado rancor e estava tentando acertar contas com Avery após ele ser libertado da prisão após uma acusação de agressão sexual ser refutada por testes de DNA.